domingo, 29 de abril de 2018

CANTAR A LITURGIA

4. CRITÉRIOS PARA A ESCOLHA DO REPERTÓRIO LITÚRGICO 
   Uma vez que a seu escolha do repertório litúrgico não deve ser feita de forma aleatória e subjetiva, vejamos, a seguir, alguns critérios relativos aos textos e à melodia: 
a) Quanto aos textos:
- Sejam extraídos da Sagrada Escritura, ou inspirados nela e nas fontes litúrgicas (cf. SC 121). Na tradição litúrgica, o texto sempre teve primazia.
- Sejam poéticos, evitando explicações óbvias, redundâncias, moralismos, intimimos, chavões. A autêntica poesia não comporta excessos! 
- Sejam levados em conta as dimensões comunitária, dialogal e orante. 
- Sejam originais, evitando paráfrases, acréscimos ou substituições (sobretudo nos cantos do "ordinário" da missa).
- Estejam em consonância com os tempos do ano litúrgico e suas festas (cf. SC 107).
- Estejam de acordo com o momento ritual a que se destinam ( cf. SC 112).
- Estejam vazados de uma linguagem condizente com a cultura do povo.
b) Quanto à melodia:
- Seja inspirada (com beleza e profundidade).
- Seja acessível à grande maioria da assembleia, valendo o alerta de confundir acessível com banal, superficial.
- Seja capaz de realçar o sentido teológico-litúrgico-espiritual dos textos. A primazia do texto, acima de tudo!
- Seja original, evitando adaptações de cantos populares, trilhas sonoras de filmes e novelas. Este critério ser observado sobretudo nas celebrações do matrimônio!
- Seja, na medida do possível, expressão autêntica da cultura do povo do país ou da região.
  Em suma, o repertório bíblico-litúrgico, concretiza o princípio conciliar da música como "parte integrante e necessária"  da ação litúrgica, cuja finalidade primordial é a glória de Deus e a satisfação da assembleia celebrante (cf. SC 112).
Frei Joaquim Fonseca, ofm

quinta-feira, 26 de abril de 2018

CANTAR A LITURGIA

3. IMPORTÂNCIA DO REPERTÓRIO LITÚRGICO
   Na pastoral litúrgico-musical, muito tem falado de "repertório". Trata-se de um conjunto de um conjunto de canto que cada comunidade elege - segunda critérios teológicos - para uso nas celebrações ao longo da ano litúrgico.
   Repertório pressupõe repetição. Bom exemplo disso é o repertório que, a cada ano, é executado nas festas e folguedos populares: aqui se repetem determinados cantos que expressam a essência do "evento" celebrado. Normalmente não há mistura de cantos. É essa "reserva simbólica" que caracteriza e garante o real sentido das festas permitirá à comunidade vivenciar o mistério pascal de Jesus, graças à ação renovadora do Espírito Santo.
   Repertório tem que ver com rito. O rito, por natureza, põe ordem, classifica, estabelece prioridades, e organiza, dá sentido à ação e, consequentemente, é estável. A ação primordial do rito do cristão é evocar tornar presente, recordar e, sobretudo, alimentar a fé em Jesus Cristo. A música, enquanto rito, deve naturalmente possuir essas profundidades.
   Um repertório bíblico-litúrgico que permanece vivo na memória dos fieis, além de facilitar a participação assembleia, também resgata a dimensão de "memorial" - essencial para a liturgia. A ação renovadora do Espírito Santo proporcionará à assembleia a novidade na repetição. A pedagogia intrínseca ao ato de repetir, a cada ano, um repertório básico de cantos levará os fiéis a uma vivência espiritual, cada vez mais intensa, do mistério celebrado.
Frei Joaquim Fonseca, ofm

sábado, 14 de abril de 2018

CANTAR A LITURGIA

2. CANTO E MÚSICA: PARTES INTEGRANTES DA LITURGIA
   Na liturgia cristã, canto e música expressam a fé herdada do povo da primeira aliança (Israel), cujo ponto culminante se deu na pessoa de Jesus Cristo, no seu mistério pascal. O Concílio Vaticano II deixou bem claro que a música será tanto mais litúrgica quanto intimamente estiver integrada na ação litúrgica e no momento ritual a que se destina (SC 112). Trata-se, portanto, de uma música inserida na sacramentalidade da liturgia, uma vez que seus elementos constitutivos (textos e demais expressões musicais) se "integram" com os outros elementos da celebração (assembleia e seus ministérios, leituras bíblicas, orações, símbolos, ações simbólicas etc.).
   Disso decorre o cuidado que se deve no memento da escolha do canto e da música para as celebrações litúrgicas. Não se trata, portanto, de uma escolha aleatória ou meramente subjetiva, mas da objetividade do rito celebrado. Na liturgia, a música cumpre importantes funções, como: a) realçar os diversos ritos da Palavra (proclamar, meditar, salmodiar, louvar, aclamar, dialogar, responder...); b) pôr em relevo os diversos momentos rituais (abertura, procissões, súplicas ...); c) estar a serviço da assembleia celebrante e não de si mesma.
   Em suma, canto e música - enquanto partes integrantes do rito - contribuem, de considerável, na vivencia da fé. Caso contrário, deixarão de cumprir sua finalidade primordial, que é a glória de Deus e a nossa santificação. Canto e música exercem uma "função ministerial", ou seja, estão a serviço daquilo que se celebra na liturgia. Por isso, cumprem a função mistagógica de "conduzir" a assembleia à centralidade do mistério celebrado.
Frei Joaquim Fonseca, ofm  
Estamos no Tempo Pascal Feliz Páscoa!!!!! 

domingo, 8 de abril de 2018

CANTAR A LITURGIA

1. CANTAR A LITURGIA: CANTAR A VIDA
   Esta coluna se ocupará, até o fim do ano, do canto e da música na liturgia. Este tema será abordado segundo quatro eixos fundamentais, a saber: a) a razão de nosso cantar na liturgia; b) a função ministerial de cada canto da celebração eucarística; c) os mistérios litúrgico-musicais; c) nosso cantar ao longo do ano litúrgico. A título de introdução, uma breve abordagem sobre a música na vida humana.
  Todas as dimensões da vida humana estão, de algum modo, permeadas de música. Há música para momentos de lazer, para fins terapêuticos, para ser escutada (em concertos, shows, gravações...), músicas para trilhas de filmes, novelas, de teatro etc.
  A música, em si, tem "poder" de influenciar os sentimentos humanos e até transforma-los. Facilmente podemos passar da tristeza à alegria, do riso às lágrimas... A música é capaz de interferir em todo o nosso ser, negativa ou positivamente.
  Os povos antigos sempre tiveram especial apreço para com a música, a dança é a poesia. Essas expressões artísticas tiveram lugar cativo nos diversos momentos da vida, desde o nascimento até por ocasião da morte.
   No âmbito religioso, a música desempenha um papel singular, desde simples canções com alguma mensagem religiosa até a música utilizada como rito. A expressão "música ritual" quer significar esse tipo específico de música que tem por função integrar ou construir um rito. É nessa circunstância privilegiada da vida, ou seja, nos momentos celebrativos, que o ser humano, "cheio de admiração diante da divindade, sentindo-se protegido por ela ou repleto de seu poder, dedica-se assim a seu louvor. Se teme ou treme diante da santidade divina, esta ao mesmo tempo o fascina e atrai. Ela arranca de seus lábios o hino de adoração. É, tendo preparado a sua graça, entoa então a ação de graças" (J. Gelineau).
Frei Joaquim Fonseca, ofm

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Tempo Pascal

Tempo Pascal, tempo da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, Jesus que deu seu amor e sua vida por amor a nós, e ressuscitou ao terceiro dia segundo as escrituras ele está vivo em nosso meio, blog caminhos de Jesus 2 e Rádio Cultura Brasil 2 ao vivo deseja feliz Páscoa

domingo, 1 de abril de 2018

FELIZ PÁSCOA

O BLOG CAMINHOS DE JESUS 2 DESEJA UMA FELIZ E SANTA PÁSCOA PARA TODOS, VAMOS AGORA VIVENCIAR O TEMPO PASCAL TEMPO NOVO DE NOVA ESPERANÇA E FÉ E AMOR NO JESUS CRISTO RESSUSCITADO QUE ELE NOS DEU SUA VIDA PELA SUA MORTE, MORTE DE CRUZ. E DA MORTE ELE NÃO VOLTA JAMAIS. VIVA CRISTO RESSUSCITADO, VIVA CRISTO RESSUSCITADO, VIVA CRISTO RESSUSCITADO.