DIGAMOS TODOS JUNTOS:
"SEMANA VERDADEIRAMENTE SANTA, SEMANA VERDADEIRAMENTE ABENÇOADA, SEMANA VERDADEIRAMENTE BENDITA,
SEMANA VERDADEIRAMENTE SANTA, QUE ESTÁ SEMANA SEJA ESPECIAL PARA VOCÊ SEMANA SANTA QUE JESUS MORRE E RESSUSCITOU NO TRÊS DIA A PÁSCOA ESTÁ CUMPRIDA".
BLOG CAMINHOS DE JESUS 2 DESEJA BOA SEMANA VERDADEIRAMENTE SANTA PARA TODOS. SEMANA SANTA DE 25/03 À 01/04
sábado, 24 de março de 2018
segunda-feira, 19 de março de 2018
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018
11. A PAZ É FRUTO DA JUSTIÇA
Durante toda a Quaresma, refletimos sobre a violência como grande chaga da sociedade que atinge especialmente os povos indígenas, os negros e negras, as mulheres traficadas e violentadas, os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade espoliados de suas terras e direitos.
Na Conferência de Medellín (1968), o Episcopado Latino-Americano e Caribenho já denunciava esta realidade: "A América Latina encontra-se, em muitas partes, numa situação de injustiça que pode chamar-se de violência institucionalizada" (Paz, n. 16). Os bispos descobrem que "esta situação exige transformações globais, audazes, urgentes e profundamente renovadoras" e que a justiça é condição imprescindível para paz. Eles afirmam que a Igreja é chamada a responder aos anseios de libertação de todos os pobres que clamam por justiça e paz, e advertem que "não se há de abusar da paciência de um povo que suporta durante anos uma condição que dificilmente aceitaria quem tem uma maior consciência dos direitos humanos" (Paz n. 16).
Na comunidade de Medellín, a Conferência de Aparecida (2007) mostra que "um processo processo promotor de iniquidades e injustiças múltiplas" (Ap 61) e consta que "é uma dolorosa contradição que o continente com o maior número de católicos seja também o de maior iniquidade social" (Ap 527).
O Papa Francisco, no 2º encontro Mundial dos Movimentos Populares (2015), reconheceu a necessidade de mudança deste atual modelo de sociedade, baseado numa matriz global de expropriação, acumulação e mercantilização da vida, o qual o homem ou Estado resolver por si mesmo. A CF-2018 indica que a superação da violência só se efetivará com uma mudança estrutural que respeite a vida das pessoas e da natureza, nossa Casa Comum.
Neste tempo quaresmal, que violências conseguimos superar? Que foi o compromisso de nossa comunidade eclesial? Em que movimentos populares colaboramos para a superação dessas violências?
Durante toda a Quaresma, refletimos sobre a violência como grande chaga da sociedade que atinge especialmente os povos indígenas, os negros e negras, as mulheres traficadas e violentadas, os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade espoliados de suas terras e direitos.
Na Conferência de Medellín (1968), o Episcopado Latino-Americano e Caribenho já denunciava esta realidade: "A América Latina encontra-se, em muitas partes, numa situação de injustiça que pode chamar-se de violência institucionalizada" (Paz, n. 16). Os bispos descobrem que "esta situação exige transformações globais, audazes, urgentes e profundamente renovadoras" e que a justiça é condição imprescindível para paz. Eles afirmam que a Igreja é chamada a responder aos anseios de libertação de todos os pobres que clamam por justiça e paz, e advertem que "não se há de abusar da paciência de um povo que suporta durante anos uma condição que dificilmente aceitaria quem tem uma maior consciência dos direitos humanos" (Paz n. 16).
Na comunidade de Medellín, a Conferência de Aparecida (2007) mostra que "um processo processo promotor de iniquidades e injustiças múltiplas" (Ap 61) e consta que "é uma dolorosa contradição que o continente com o maior número de católicos seja também o de maior iniquidade social" (Ap 527).
O Papa Francisco, no 2º encontro Mundial dos Movimentos Populares (2015), reconheceu a necessidade de mudança deste atual modelo de sociedade, baseado numa matriz global de expropriação, acumulação e mercantilização da vida, o qual o homem ou Estado resolver por si mesmo. A CF-2018 indica que a superação da violência só se efetivará com uma mudança estrutural que respeite a vida das pessoas e da natureza, nossa Casa Comum.
Neste tempo quaresmal, que violências conseguimos superar? Que foi o compromisso de nossa comunidade eclesial? Em que movimentos populares colaboramos para a superação dessas violências?
Izalene Tiene
Leiga missionária na Amazônia
sábado, 17 de março de 2018
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018
9. VIOLÊNCIA E TRÁFICO HUMANO
O tráfico de pessoas é uma violação de direitos humanos, e o principal objetivo daqueles que protagonizam esse crime é a exploração de pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os traficantes se utilizam de artimanhas, mentiras e propostas sedutoras de emprego e de uma vida melhor para enganar mulheres, homens, adolescentes e crianças. Na maior parte das situações, as vítimas são submetidas a condições indignas de trabalho para gerar lucro, como nos casos de exploração sexual, trabalho escravo, casamento forçado, venda de orgãos, adoção ilegal e outras formas de exploração. As pessoas traficadas sevem como objeto, como mercadoria, submetidas pela opressão das desigualdades sociais.
A Igreja vem intervindo no enfrentamento deste crime. A Campanha da Fraternidade em 2014 incentivou o combate desta violência, fazendo um apelo ao compromisso pessoal de reiterar e afirmar, na formação catequética, nos grupos grupos e comunidades com uma forma de realização e proteção. Propôs ações em rede de proteção entre as pastorais e entidades (Cáritas, pastorais sociais, Comissão de Justiça e Paz, Setor Mobilidade Humana, Rede Um Grito Pela Vida, entre outras), fortalecendo as ações conjuntas com a sociedade civil.
O Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas deve ser implantado e efetivado pelos governos especialmente no atendimento da criança, adolescentes, mulheres em situação de vulnerabilidade e outros segmentos sociais.
Cabe aproveitar a agenda de lutas para mobilizar, visibilizar e denunciar:
- 28 de Janeiro - Dia Internacional de Combate ao Trabalho Escravo;
- 8 de Março - Dia Internacional da Mulher;
- 1º de Maio - Dia do(a) trabalhador(a);
- 18 de maio - Dia nacional do enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes;
- 23 de Setembro - Dia internacional contra exploração sexual de crianças e adolescentes e tráfico de mulheres e crianças;
- 20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra.
O tráfico de pessoas é uma violação de direitos humanos, e o principal objetivo daqueles que protagonizam esse crime é a exploração de pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os traficantes se utilizam de artimanhas, mentiras e propostas sedutoras de emprego e de uma vida melhor para enganar mulheres, homens, adolescentes e crianças. Na maior parte das situações, as vítimas são submetidas a condições indignas de trabalho para gerar lucro, como nos casos de exploração sexual, trabalho escravo, casamento forçado, venda de orgãos, adoção ilegal e outras formas de exploração. As pessoas traficadas sevem como objeto, como mercadoria, submetidas pela opressão das desigualdades sociais.
A Igreja vem intervindo no enfrentamento deste crime. A Campanha da Fraternidade em 2014 incentivou o combate desta violência, fazendo um apelo ao compromisso pessoal de reiterar e afirmar, na formação catequética, nos grupos grupos e comunidades com uma forma de realização e proteção. Propôs ações em rede de proteção entre as pastorais e entidades (Cáritas, pastorais sociais, Comissão de Justiça e Paz, Setor Mobilidade Humana, Rede Um Grito Pela Vida, entre outras), fortalecendo as ações conjuntas com a sociedade civil.
O Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas deve ser implantado e efetivado pelos governos especialmente no atendimento da criança, adolescentes, mulheres em situação de vulnerabilidade e outros segmentos sociais.
Cabe aproveitar a agenda de lutas para mobilizar, visibilizar e denunciar:
- 28 de Janeiro - Dia Internacional de Combate ao Trabalho Escravo;
- 8 de Março - Dia Internacional da Mulher;
- 1º de Maio - Dia do(a) trabalhador(a);
- 18 de maio - Dia nacional do enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes;
- 23 de Setembro - Dia internacional contra exploração sexual de crianças e adolescentes e tráfico de mulheres e crianças;
- 20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra.
Izalene Tiene
Leiga missionária na Amazônia
sábado, 3 de março de 2018
TEMPO DA QUARESMA 2018
QUARESMA TEMPO DE PENITENCIA E ORAÇÃO TEMPO DE PREPARAÇÃO A SANTA PÁSCOA DO SENHOR JESUS CRISTO NOSSO ÚNICO SENHOR E MESTRE QUE NÓS TENHAMOS UM BOA PREPARAÇÃO PARA PÁSCOA DE NOSSO SENHOR. E SOBRE TUDO NO TEMA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2018
FRATERNIDADE E SUPERAR A VIOLÊNCIA
VÓS SOIS TODOS IRMÃOS (MT 23,8)
QUARESMA 40 DIAS NO DESERTO DA ESPERANÇA SENDO TENTADO PELO INIMIGO DA SANTA IGREJA, JESUS DISSE NÃO É O QUE NÓS DEVEMOS FAZER DIZER NÃO INIMIGO E DIZER SIM A DEUS. TOMAR O CÁLICE DA SALVAÇÃO E COMER O PÃO DA VIDA ETERNA. EU SOU O CORDEIRO DEUS, QUEM BEBER O MEU SANGUE E COMER DO MEU CORPO NUNCA MAIS TERÁ FOME E SEDE. EU SOU O CAMINHO A VERDADE E LUZ QUE ILUMINA A ESTRADA NA NOITE DE ESCURIDÃO TENHAM FÉ EM DEUS, DEUS NUNCA NOS ABANDONA ELE FICA AO NOSSO LADO NAS HORAS MAIS TRISTES DE NOSSA VIDA ELE É NOSSA FORÇA PARA SEMPRE LEVANTARMOS QUANDO CAIRMOS A, QUANDO CHORAMOS E DESSA FORMA QUE DEUS NOS QUER BEM E SEMPRE DÁ SUA VIDA POR AMOR A NÓS.
FRATERNIDADE E SUPERAR A VIOLÊNCIA
VÓS SOIS TODOS IRMÃOS (MT 23,8)
QUARESMA 40 DIAS NO DESERTO DA ESPERANÇA SENDO TENTADO PELO INIMIGO DA SANTA IGREJA, JESUS DISSE NÃO É O QUE NÓS DEVEMOS FAZER DIZER NÃO INIMIGO E DIZER SIM A DEUS. TOMAR O CÁLICE DA SALVAÇÃO E COMER O PÃO DA VIDA ETERNA. EU SOU O CORDEIRO DEUS, QUEM BEBER O MEU SANGUE E COMER DO MEU CORPO NUNCA MAIS TERÁ FOME E SEDE. EU SOU O CAMINHO A VERDADE E LUZ QUE ILUMINA A ESTRADA NA NOITE DE ESCURIDÃO TENHAM FÉ EM DEUS, DEUS NUNCA NOS ABANDONA ELE FICA AO NOSSO LADO NAS HORAS MAIS TRISTES DE NOSSA VIDA ELE É NOSSA FORÇA PARA SEMPRE LEVANTARMOS QUANDO CAIRMOS A, QUANDO CHORAMOS E DESSA FORMA QUE DEUS NOS QUER BEM E SEMPRE DÁ SUA VIDA POR AMOR A NÓS.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
TEMPO DA QUARESMA
TEMPO DA QUARESMA 2018
ESTAMOS NO TEMPO DA QUARESMA, TEMPO DE REFLEXÃO, PRINCIPALMENTE SOBRE TEMA E O LEMA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018: TEMA: FRATERNIDADE E SUPERAR A VIOLÊNCIA LEMA: VÓS SOIS TODOS IRMÃOS (Mt 23,8). DIGA NÃO A VIOLÊNCIA. TEMPO DE REFLEXÃO SOBRE A VIDA DE JESUS NO DESERTO DO SOFRIMENTO SENDO TENTADO PELO INIMIGO DA SANTA IGREJA CATÓLICA. TEMPO DE PREPARAÇÃO PARA TERMOS UMA E SANTA PÁSCOA ABENÇOADA.
ESTAMOS NO TEMPO DA QUARESMA, TEMPO DE REFLEXÃO, PRINCIPALMENTE SOBRE TEMA E O LEMA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018: TEMA: FRATERNIDADE E SUPERAR A VIOLÊNCIA LEMA: VÓS SOIS TODOS IRMÃOS (Mt 23,8). DIGA NÃO A VIOLÊNCIA. TEMPO DE REFLEXÃO SOBRE A VIDA DE JESUS NO DESERTO DO SOFRIMENTO SENDO TENTADO PELO INIMIGO DA SANTA IGREJA CATÓLICA. TEMPO DE PREPARAÇÃO PARA TERMOS UMA E SANTA PÁSCOA ABENÇOADA.
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018
7. JUVENTUDE E SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA
Muito se fala dos jovens e da juventude no tempo atual. Fala-se deles como protagonistas na construção de sua própria história e também com preocupação, porque são muitos os relatos de morte e de dor diante da realidade cruel que vivemos, de injustiças e violência: foram mais de 318 mil jovens assassinados no Brasil em 2005 e 2015. Apenas em 2015, foram 31.264 homicídios de pessoas com idade entre 15 e 29 anos (Mapa da violência 2017 - Ipea).
Os Jovens são os segmentos social mais vulnerável, e entre eles os pobres e os negros são os mais atingidos. Em cada três jovens assassinados no Brasil, dois são negros. É uma realidade que nos mostra que a violência tem cor, faixa etária e moradia. É muito mais difícil ser um jovem negro, sobretudo nas periferias das grandes cidades.
Os estudos demonstram uma interconexão entre a violência e as desigualdades sociais. O jovem pobre, com pouco acesso à educação de qualidade, ao trabalho e emprego, à cultura, esporte e lazer, à segurança pública, entre outros, está mais exposto a sofrer a praticar ações de violência. Entendemos que essa situação não se explica somente pelo fato econômico, mas também pela falta de respeito aos direitos de cidadãos/ãs. A violência é um dos pontos de vinculação direta com as desigualdades sociais (Relatório sobre o escândalo da desigualdade na América Latina, Christian Aid, 2017).
Então podemos afirmar que a superação da violência passa pela superação das desigualdades sociais. E, neste sentido, o Brasil vem retrocedendo na garantia e de políticas públicas voltadas para atender às necessidades da população, principalmente da juventude. A mudança necessária passa por avançar nas conquistas e resistir para não perder nenhum direito já conquistado. O Estado precisa garantir políticas efetivas em defesa da vida e da superação da violência contra os jovens e todas as pessoas.
Muito se fala dos jovens e da juventude no tempo atual. Fala-se deles como protagonistas na construção de sua própria história e também com preocupação, porque são muitos os relatos de morte e de dor diante da realidade cruel que vivemos, de injustiças e violência: foram mais de 318 mil jovens assassinados no Brasil em 2005 e 2015. Apenas em 2015, foram 31.264 homicídios de pessoas com idade entre 15 e 29 anos (Mapa da violência 2017 - Ipea).
Os Jovens são os segmentos social mais vulnerável, e entre eles os pobres e os negros são os mais atingidos. Em cada três jovens assassinados no Brasil, dois são negros. É uma realidade que nos mostra que a violência tem cor, faixa etária e moradia. É muito mais difícil ser um jovem negro, sobretudo nas periferias das grandes cidades.
Os estudos demonstram uma interconexão entre a violência e as desigualdades sociais. O jovem pobre, com pouco acesso à educação de qualidade, ao trabalho e emprego, à cultura, esporte e lazer, à segurança pública, entre outros, está mais exposto a sofrer a praticar ações de violência. Entendemos que essa situação não se explica somente pelo fato econômico, mas também pela falta de respeito aos direitos de cidadãos/ãs. A violência é um dos pontos de vinculação direta com as desigualdades sociais (Relatório sobre o escândalo da desigualdade na América Latina, Christian Aid, 2017).
Então podemos afirmar que a superação da violência passa pela superação das desigualdades sociais. E, neste sentido, o Brasil vem retrocedendo na garantia e de políticas públicas voltadas para atender às necessidades da população, principalmente da juventude. A mudança necessária passa por avançar nas conquistas e resistir para não perder nenhum direito já conquistado. O Estado precisa garantir políticas efetivas em defesa da vida e da superação da violência contra os jovens e todas as pessoas.
Izalene Tiene
Leiga missionária na Amazônia
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018
5. CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E A LUTA POR JUSTIÇA
A elite agrária tratou de construir uma
concepção de mundo vinculada a seus interesses, naturalizando a violência na proteção da propriedade privada e disseminando a ideologia ruralista, que inclui a imposição, nos diversos meios sociais, da compreensão de que a reforma agrária não é necessária no país (cf. Relatório CPT 2016).
Como exemplo dessa criminalização histórica, anida hoje presente, citamos as palavras do mártir padre Ezequiel Ramin (assassinado em 24/07/1985) numa homilia em Caracol, Rondônia, em 17/02/1985: "Amo muito todos vós e amo a justiça, e, para justiça, basta a vontade de uma pessoa, basta a vontade a vontade da Igreja, como comunidade, antes que a revolta faça surgir imprevisível brutalidades no nosso ambiente social. Não aprovamos a violência, mesmo se estarmos a ser vítimas da violência. O padre que vos está a falar recebeu ameças de morte. Caro irmão, se a minha vida ter pertence, também te pertence a minha morte. Em comunhão com CNBB, não aprovamos nenhum tipo de violência. Diante de tanto atraso dos organismos do Estado, aprovamos, como sempre fizemos durante o caminho, que o povo se organize para obter os justos direitos, negados não uma só vez, nem duas vezes, negados sempre (...). A Igreja sabe que se devem respeitar etapas jurídicas, mas ela está, quer estar e estará sempre ao lado dos pobres".
A Campanha da Fraternidade de 2018 nos mostra que a condição para viver uma cultura de não violência no campo é assumir o reconhecimento de que a terra faz parte da obra do Criador. Como nos diz o Salmo 23, a terra pertence a Deus, e por ele ser o Pai comum de todos seres, a terra pertence a todos os seres, pois todos tem o direito de viver. Por isso, a Reforma Agrária, seguida de uma política pública de incentivo ao agricultor familiar, é de fundamental importância para concretizar a justiça social em nossa sociedade. Fundamental também para enfrentar a violência no campo é o comprometimento de toda a sociedade com a demarcação das terras indígenas.
A elite agrária tratou de construir uma
Como exemplo dessa criminalização histórica, anida hoje presente, citamos as palavras do mártir padre Ezequiel Ramin (assassinado em 24/07/1985) numa homilia em Caracol, Rondônia, em 17/02/1985: "Amo muito todos vós e amo a justiça, e, para justiça, basta a vontade de uma pessoa, basta a vontade a vontade da Igreja, como comunidade, antes que a revolta faça surgir imprevisível brutalidades no nosso ambiente social. Não aprovamos a violência, mesmo se estarmos a ser vítimas da violência. O padre que vos está a falar recebeu ameças de morte. Caro irmão, se a minha vida ter pertence, também te pertence a minha morte. Em comunhão com CNBB, não aprovamos nenhum tipo de violência. Diante de tanto atraso dos organismos do Estado, aprovamos, como sempre fizemos durante o caminho, que o povo se organize para obter os justos direitos, negados não uma só vez, nem duas vezes, negados sempre (...). A Igreja sabe que se devem respeitar etapas jurídicas, mas ela está, quer estar e estará sempre ao lado dos pobres".
A Campanha da Fraternidade de 2018 nos mostra que a condição para viver uma cultura de não violência no campo é assumir o reconhecimento de que a terra faz parte da obra do Criador. Como nos diz o Salmo 23, a terra pertence a Deus, e por ele ser o Pai comum de todos seres, a terra pertence a todos os seres, pois todos tem o direito de viver. Por isso, a Reforma Agrária, seguida de uma política pública de incentivo ao agricultor familiar, é de fundamental importância para concretizar a justiça social em nossa sociedade. Fundamental também para enfrentar a violência no campo é o comprometimento de toda a sociedade com a demarcação das terras indígenas.
Izalene Tiene
Leiga missionária na Amazônia
Assinar:
Postagens (Atom)