domingo, 24 de junho de 2018

CANTAR A LITURGIA

9. FUNÇÃO MINISTERIAL DO CANTO: SALMO RESPONSORIAL
   O costume de cantar o salmo durante a liturgia da Palavra, na missa, remonta aos primeiros séculos da história do cristianismo. Essa prática, herdada do culto da sinagoga judaica, foi incorporada à liturgia cristã muito cedo. Ao longo dos séculos, o salmo da missa por diversas etapas, a ponte de, no final do primeiro milênio, reduzir a um outro versículo executando por um solista, nos degraus do ambão. Daí veio o antigo nome "gradual" dando a esse salmo.
  A reforma pós-conciliar valorizou, de reforma expressiva, o salmo responsorial, ligando-se sempre ao sentido teológico da primeira leitura. O salmo ocupa um espaço significativo com resposta por dois motivos: porque é cantado de forma dialogal entre salmista e assembleia e porque é escolhido para responder à palavra de Deus proclamada, prolongando, assim, seu sentido teológico-litúrgico e espiritual. Esse prolongamento vai-se dando enquanto o(a) salmista entoa as estrofes e a assembleia repete o refrão. Poderíamos dizer que este salmo nos ressoa nos ouvidos e no coração da assembleia com um suave eco da primeira leitura. É sua resposta em forma de oração.
   "É parte integrante da liturgia da Palavra" (IGMR 61). Tem valor de leitura bíblica. Porém essa "leitura" possui um caráter diverso das demais proclamadas na liturgia, uma vez que sua estrutura literária é essencialmente lírica e poética.
  Via regra, o salmo responsorial - ao menos nos domingos e festas - deve ser cantado. Não Podemos nos contentar com uma simples recitação. Uma melodia elaborada, com fraseado e cadências bem preparadas, traz às palavras do salmo um sabor todo especial. O canto favorece a compreensão do sentido espiritual do salmo e contribui para a interiorização.
      Frei Joaquim Fonseca, ofm

sábado, 23 de junho de 2018

CANTAR A LITURGIA

8. FUNÇÃO MINISTERIAL DO CANTO: GLÓRIA DEUS NAS ALTURAS
  O Glória é um hino que remonta aos primeiros séculos da era cristã. Na Instrução Geral sobre o Missal Romano, lemos que o Glória é um "hino antiqüíssima e venerável, pelo qual a Igreja consagrada no Espírito Santo glorifica w suplica a Deus Pai e ao Cordeiro" (IGMR 53).
   Esta definição nos deixa claro que o Gloria é um hino de louvor que canta glória do Pai e do Filho. No entanto o Filho se mantém no centro do louvor, da aclamação e da suplica. Motivada pelo Espírito Santo, a assembléia entoa esse hino,  cuja origem é o canto dos anjos que restou pela primeira vez nos ouvidos dos pastores de Belém, na noite do nascimento de Jesus (Lc 2,14).
   O Glória pode ser dividido em três sessões:
   a) O canto dos anjos na noite do nascimento de Cristo: "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados".
   b) Os louvores a Deus Pai: "Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória".
   c) Os louvores, seguidos de súplicas e aclamação a Cristo: "Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus. Vós que tirais o pecado, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo atendei nossa súplica. Vós que estais sentado a direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo".
  O gloria termina retomando o canto majestoso de seu incio e inclui o Espírito Santo. Esta inclusão não constitui, em primeira instância, um louvor explícito à terceira pessoa Santíssima Trindade. O Espírito Santo aparece relacionado com o Filho, pois é nesse que se concentram os louvores, as aclamações e as súplicas.
     Frei Joaquim Fonseca, ofm

terça-feira, 5 de junho de 2018

CANTAR A LITURGIA

7. FUNÇÃO MINISTERIAL DO CANTO: SENHOR TENDE PIEDADE DE NÓS
   "Depois do ato penitencial, incia-se sempre o Senhor, tende piedade, não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial" (IGMR 52a). O "Senhor, tende piedade de nós" ou Kyrie eleison pertence ao bloco de cantos da celebração eucarística que costumamos chamar de "ordinário da missa". É uma aclamação e invocação da misericórdia do Senhor, o Kyrios. 
   Apesar da dificuldade de precisar de precisar a original do "Senhor, tende piedade" e quando se deu a sua inclusão no rito da missa, testemunhos antigos nos revelam que os kyrie eleison estavam relacionados com a resposta da oração dos fiéis, na Liturgia da Palavra da missa e na Liturgia das Horas. A cada invocação o povo respondia com o Kyrie eleison. Mais tarde, este canto foi incluído nos ritos iniciais da missa, após o ato penitencial ou como uma variante desde (cf. 3ª opção do missal).
   O Kyrie é, portanto, uma aclamação suplicante a Cristo Senhor, e não uma forma de invocação trinitária, como foi equivocadamente interpretada por muito tempo. Aliás, Kyrios foi o nome mais comum dado a Cristo ressuscitado pelos primeiros cristãos. 
    Quando à execução, por ser tratar de uma ladainha , o acompanhamento instrumental deverá ser sóbrio  e discreto para não ofuscar a voz de quem canta as invocações. Quando a assembleia intervir, os instrumentos tocar com um pouco mais de vigor. "Via de regra, cada aclamação é repetida duas vezes, não se excluindo, porém, um número maior de repetições por causa da índole das diversas línguas, da música ou das circunstâncias" (IGMR 52b).
   Por fim, o "Senhor tende piedade" é um canto, por sua natureza, deve ser entoado por toda a assembleia, assim como o hino "Glória a Deus nas alturas". Deste, falaremos oportunamente.
Frei Joaquim Fonseca, ofm 

quarta-feira, 23 de maio de 2018

MEU TESTEMUNHO DE FÉ

Meu testemunho de fé.
Eu estava na missa das 17h00 na Igreja Sagrado Coração de Jesus em Santos SP a cidade onde eu vivo e moro, estava sentado dentro da Igreja do nada ouvi a voz do Senhor me falar para ir para fora no corredor da Igreja, olhei para o céu e no meio de duas nuvens eu vi o rosto belo do Senhor Jesus eu nunca tinha visto isso antes ele apareceu para mim. Obrigado Senhor Jesus Cristo eu creio em ti. Tu me deste a vida eu te louvo e te bendigo o Deus Senhor do Universo, Senhor que dá a sua em amor a nós, tende piedade de nós e nos mostra sua face e resplandece sobre nós, tende piedade e compaixão de nós, o seu povo santo e pecador cuida de nós o Senhor e nos de a sua benção e proteção. Pela tua misericórdia e pela tua compaixão, eu te agradeço por tudo que tens feito e favor dos pobres e pecadores, o Senhor de Deus que está sentado a direita do Pai que nos deste a vida em favor do seu Filho Único Jesus Cristo.  

segunda-feira, 14 de maio de 2018

CANTAR A LITURGIA

6. FUNÇÃO MINISTERIAL DO CANTO: ATO PENITENCIAL
   Uma vez concluído o sinal da cruz, a saudação apostólica e a introdução dos fiéis no sentido da celebração, quem preside a Eucaristia convida o povo reunido para o ato penitencial.
   Embora não seja, necessariamente, um rito cantado, muitas comunidades têm realizado o ato penitencial com canto, sobretudo lançado mão da terceira opção dada pelo missal romano. Essa modalidade é construída de dois elementos: uma invocação que ressalta a misericórdia do Senhor, seguida da intervenção da assembleia: "Senhor, tende piedade de nós; Cristo tende piedade de nós; Senhor tende piedade de nós". Convém observar que tais invocações põem em relevo aspectos do mistério de Cristo, também os vinculado com os tempos doa no litúrgico. Em cada uma delas se ressalta a misericórdia do Senhor e não o pecado com tal.
   O ato penitencial não deve ser reproduzido a descrições de pecados e outras lamúrias, comuns em alguns cantos equivocadamente utilizados nesse momento da celebração. Como vimos acima, o ato penitencial é bem mais que isso. Nesse momento ritual, a assembleia - incluindo quem preside - "confessa" a salvação dada por Deus na pessoa de Jesus Cristo. A título de exemplo, vejamos:
   - "Senhor, que viestes ao mundo para nos salvar, tende piedade de nós" (Advento)
   - "Cristo, Filho do homem, que conheceis e compreendeis nossa fraqueza, tende piedade de nós" (Natal).
   - "Senhor, que nos mandastes perdoar-nos mutuamente antes de nos aproximar do vosso altar, tende piedade de nós" (Quaresma).
   - "Cristo, nossa Páscoa, tende piedade de nós" (Páscoa)
   - "Senhor, que sois o caminho que leva ao Pai tende piedade de nós" (Tempo Comum)
   Possam essas observações ajudar-nos a melhor celebrar o ato penitencial.
      Frei Joaquim Fonseca, ofm  

domingo, 13 de maio de 2018

FELIZ DIA DAS MÃES

FELIZ DIA DAS MÃES A TODAS A MÃES DO BRASIL ESPECIAL A MINHA MARIA ROSA, MÃE QUE LUTA, MÃE QUE CHORA, MÃE GUERREIRA, MÃE DE SANGUE, MÃE LEAL.
13 DE MAIO DIA DA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA, NOSSA SENHORA DE FÁTIMA ROGAI POR NÓS!

terça-feira, 8 de maio de 2018

CANTAR A LITURGIA

5. FUNÇÃO MINISTERIAL DO CANTO: ABERTURA
   Entre os elementos que compõem os ritos iniciais de uma celebração, merece destaque o canto de abertura. Este cumpre ministerial de "abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no ministério do tempo litúrgico ou da festa e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros" (IGMR 47).
   Essa orientação deixa bem claro quatro funções de canto: a) "Abrir a celebração", ou seja, com esse canto, dá-se início a partipação ativa dos fiéis na celebração; b) "Promover a união da assembleia": esse canto constitui ritualmente a assembleia como tal, quando todos tomam parte nesta primeira ação comum; c) "Introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa": a união das vozes, graças à ação do Espírito, possibilita o acesso ao mistério de Cristo, no tempo e no espaço celebrativos; d) "Acompanhar a procissão dos ministros": essa procissão tem que ver com a função anterior, ou seja, os ministros e toda a assembleia "entram", ritualmente, no interior do templo, com os olhos fixos no centro, o altar.
   Nessa "entrada ritual", o símbolo mais importante é a cruz processional, sinal da presença do Senhor que caminha à frente de seu povo e atrai para si. Dada sua importância, é a cruz é plantada próxima ao altar, de frente para a assembleia. "É ela (a cruz) que dá o sentido - orientação e significado - à procissão e à reunião dos batizados" (J. Gelineau). Tudo isso, enquanto a assembleia entoa o canto de abertura. Disso se conclui que o canto não pode ser reduzido à mera função de canto de canto "para receber os ministros" - como as vezes se ouve nos comentários iniciais, em algumas de nossas igrejas...
Frei Joaquim Fonseca, ofm